Bate-papo na Biblioteca de Ilha Solteira destaca escrevivências negras e o poder da autonarrativa

A Biblioteca Municipal Assis Chateaubriand, em Ilha Solteira, recebeu recentemente o bate-papo “Da Pele ao Papel: Escrevivências Negras e a Potência da Autonarrativa”, conduzido por Manoela Fernanda Matos. A atividade integrou a programação do projeto Manhã Literária – Afrocentrando.

Realizado no período da manhã, o encontro reuniu alunos da Escola Estadual Urubupungá interessados em refletir sobre o papel da literatura na construção e afirmação da identidade negra. Durante a conversa, foram abordadas as formas como autoras e autores negros utilizam a escrita como ferramenta de expressão, resistência e valorização de suas histórias e vivências.

Um dos pontos centrais do debate foi o conceito de “escrevivência”, desenvolvido por Conceição Evaristo, que propõe a escrita como uma extensão da vida e das experiências pessoais. A partir dessa perspectiva, o bate-papo destacou como a literatura pode dar visibilidade a memórias, afetos e cotidianos historicamente silenciados, além de denunciar desigualdades e violências.

O projeto Manhã Literária – Afrocentrando é viabilizado por meio de políticas públicas culturais, com realização do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, dentro da Política Nacional Aldir Blanc e do ProAC SP. A execução é da Brigueiro Participações e Serviços Teatrais e da Cia Melissa e Paulo Teatro, com apoio do coletivo Celeiro Cultural e da Prefeitura de Ilha Solteira, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.

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