A trajetória da Universidade Estadual Paulista (Unesp) é marcada por momentos significativos que moldaram sua identidade. Entre eles, destaca-se a história de Dilsa Maria Ribeiro, uma funcionária que vivenciou os primórdios da instituição e continua ativa no campus de Ilha Solteira, onde sua carreira começou. A mudança da administração central da Unesp de um charmoso casarão na Avenida Rio Branco para um prédio mais imponente na Praça da Sé, em 1978, marca um capítulo importante na história da universidade.
As Origens de Dilsa
Nascida em uma família ligada à construção de barragens, Dilsa cresceu mudando-se de cidade conforme seu pai trabalhava em diferentes projetos. Sua infância em Três Marias, Minas Gerais, e depois em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, moldou seu caráter itinerante. Em Ilha Solteira, onde se estabeleceu permanentemente aos 11 anos, a jovem vivenciou um ambiente em transformação, que logo se tornaria o lar do campus inaugural da Unesp, criado em 1976.
O Início da Unesp e a Trajetória de Dilsa
Dilsa relata que a escolha de Ilha Solteira como sede da Unesp se deu em parte pela solidez das construções locais, que eram feitas de concreto, em contraste com a efemeridade de Vila Piloto, que foi desmantelada. A ideia de criar um novo campus naquele local reflete a visão de um futuro promissor para a educação na região. Curiosamente, o prédio onde Dilsa trabalha atualmente é o mesmo que ela frequentou na infância.
Carreira na Unesp
Em 1978, Dilsa tentou ingressar como funcionária no campus de Ilha Solteira, mas não obteve sucesso. No entanto, sua determinação a levou a São Paulo, onde conseguiu um emprego como escriturária na reitoria da Unesp, que na época ocupava um palacete histórico. Com o salário, ela planejava investir em sua educação, sonhando em estudar engenharia.
Vivências na Reitoria
Dilsa trabalhou na reitoria entre 1978 e 1980, assistindo de perto a mudança da sede para a Praça da Sé. Nessa nova localização, ela presenciou mobilizações populares e movimentos sociais que eram comuns naquele período. As janelas do primeiro andar do edifício proporcionavam uma visão privilegiada de um momento de efervescência política e social, que marcava a história do Brasil.
Reflexões sobre o Passado e o Futuro
A experiência de Dilsa na Unesp não apenas reflete seu crescimento pessoal, mas também a evolução da própria universidade. Ao longo de sua carreira, ela se tornou uma testemunha da transformação que a instituição passou, desde seus primeiros dias até o presente. Hoje, como assistente técnico administrativo, Dilsa continua a contribuir para a Unesp, conectando gerações de estudantes e funcionários através de sua rica história.
Conclusão
A história de Dilsa Maria Ribeiro é um testemunho vívido do papel fundamental que pessoas comprometidas desempenham na construção de instituições de ensino. Sua jornada não apenas ilumina o passado da Unesp, mas também inspira futuras gerações a seguirem seus sonhos e contribuírem para a educação e a sociedade. Enquanto ela continua ativa no campus de Ilha Solteira, sua trajetória serve como um elo entre a tradição e o futuro da universidade.
Fonte: https://ilha.news
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